Muitas empresas investem em discursos inspiradores sobre cultura organizacional. No entanto, na prática, o que se vive no dia a dia nem sempre reflete o que está nos valores, na missão ou nos materiais institucionais.
A diferença entre discurso e prática é um dos principais fatores que impactam o engajamento, a performance e a retenção de talentos.
O que é cultura organizacional, na prática?
Cultura organizacional não é o que está escrito em um quadro na parede.
É o conjunto de comportamentos, decisões e prioridades que se repetem diariamente dentro da empresa.
Na prática, a cultura é percebida em:
- como as decisões são tomadas;
- como líderes se comportam;
- como erros são tratados;
- como pessoas são reconhecidas;
- como conflitos são resolvidos.
Quando o discurso não se sustenta
O problema surge quando existe um descompasso entre o que a empresa comunica e o que realmente pratica.
Exemplos comuns:
- discurso de colaboração, mas liderança centralizadora;
- valorização de pessoas, mas metas inalcançáveis;
- incentivo à inovação, mas punição ao erro;
- discurso de diversidade, mas práticas excludentes.
Esse desalinhamento gera desconfiança e desengajamento.
O impacto da incoerência cultural
Quando prática e discurso não caminham juntos, os efeitos aparecem rapidamente:
- queda no engajamento dos colaboradores;
- aumento do turnover;
- perda de credibilidade da liderança;
- dificuldade de atrair talentos alinhados à empresa;
- enfraquecimento da marca empregadora.
A cultura deixa de ser um diferencial e passa a ser um risco.
Cultura organizacional como escolha diária
Construir uma cultura coerente exige consistência entre discurso e prática.
Isso envolve:
- clareza de valores;
- alinhamento entre liderança e estratégia;
- coerência nas decisões;
- responsabilidade coletiva sobre comportamentos.
Mais do que comunicar valores, é preciso vivê-los.
Por que cultura é uma decisão estratégica?
A cultura organizacional influencia diretamente os resultados da empresa.
Ela orienta decisões, comportamentos e prioridades.
Por isso, tratar a cultura apenas como discurso institucional é um erro.
Cultura é prática cotidiana — e escolha estratégica.

